Copa do mundo de 2002
Primeira Copa do Mundo realizada em dois países diferentes. Primeiro Mundial disputado na Ásia. Primeira Copa do Mundo fora da Europa e Américas. Primeira Copa do Mundo do Século XXI. Primeira vez que uma seleção da Ásia chega às semifinais. Primeira Copa do Mundo que um time fora do eixo Europa-América chega entre os quatro primeiros. Primeira Copa do Mundo em que pelo menos uma das seleções a Europa, América do Sul, América do Norte, Ásia e África chegam às oitavas-de-final. A Copa do Mundo da Coréia do Sul e Japão foi uma Copa do Mundo de novidades.
O papelão coube a França. Desde 1966 a seleção campeã não era eliminada na primeira fase. A equipe de Zidane não fez um gol sequer e acabou em último lugar em seu grupo. Portugal e Argentina que chegaram como favoritos também foram eliminados na primeira fase. Assim como 2006 os Argentinos foram sorteados no Grupo da Morte. Em 2002 a seleção argentina foi sorteada para o grupo F com Suécia, Inglaterra e Nigéria.
A Coréia do Sul chegou até às semifinais em atuações desastrosas dos árbitros nas contestadas vitórias sobre a Itália nas oitavas e a Espanha nas quartas-de-final.
O Brasil venceu todos os sete jogos e conquistou o pentacampeonato. Ronaldo deu o troco da final da Copa de 1998 e fez dois gols contra a Alemanha. Pela primeira vez Brasil e Alemanha fizeram uma partida em Copas do Mundo. Desde 1950 o Brasil ou a Alemanha estiveram presentes em todas as finais, exceto na final de 1978 decidida entre Argentina e Holanda. O Brasil esteve nas finais de (1950, 1958, 1962, 1970, 1994, 1998 e 2002) e a Alemanha em (1954, 1966, 1974, 1982, 1986, 1990 e 2002).
2002 - Copa do Mundo da Coreia do Sul e Japão
Seleções participantes: 32
África do Sul | Alemanha | Arábia Saudita | Argentina | Bélgica | Camarões | Brasil | China | Coreia do Sul | Costa Rica | Croácia | Dinamarca | Equador | Eslovênia | Espanha | Estados Unidos | França | Inglaterra | Irlanda | Itália | Japão | México | Nigéria | Paraguai | Polônia | Portugal | Rússia | Senegal | Suécia | Tunísia
quarta-feira, 24 de março de 2010
Copa do mundo 1994
Assim como a anterior, a Copa de 94 foi decida nos pênaltis. A Copa de 1990 foi decidida com um pênalti no tempo normal. A Copa dos Estados Unidos foi a única a ser decidida na cobrança de pênaltis. Entretanto, o nível técnico melhorou e muito, ajudado pelo público recorde e pela mudança de 2 para 3 pontos para a vitória.
A Copa que teve público aplaudindo lateral, estádios cobertos e jogos com temperaturas escaldantes (46º em Dallas), também tinha Romário. Artilheiro da equipe, o "peixe" deu o passe para a classificação contra os donos da casa em pleno quatro de julho e fez até gol de cabeça contra os gigantes suecos.
Após 24 anos de jejum, o Brasil chegou ao tetra sobre a Itália com a experiência de Taffarel, a defesa menos vazada, a sorte de Zagallo, a consagração da era Dunga e a má pontaria de Baggio.
1994 - Copa do Mundo dos Estados Unidos
Seleções participantes: 24
Alemanha | Arábia Saudita | Argentina | Bélgica | Bolívia | Brasil | Bulgária | Camarões | Colômbia | Coreia do Sul | Espanha | Estados Unidos | Grécia | Holanda | Irlanda | Itália | Marrocos | México | Nigéria | Noruega | Romênia | Rússia | Suécia | Suíça
Assim como a anterior, a Copa de 94 foi decida nos pênaltis. A Copa de 1990 foi decidida com um pênalti no tempo normal. A Copa dos Estados Unidos foi a única a ser decidida na cobrança de pênaltis. Entretanto, o nível técnico melhorou e muito, ajudado pelo público recorde e pela mudança de 2 para 3 pontos para a vitória.
A Copa que teve público aplaudindo lateral, estádios cobertos e jogos com temperaturas escaldantes (46º em Dallas), também tinha Romário. Artilheiro da equipe, o "peixe" deu o passe para a classificação contra os donos da casa em pleno quatro de julho e fez até gol de cabeça contra os gigantes suecos.
Após 24 anos de jejum, o Brasil chegou ao tetra sobre a Itália com a experiência de Taffarel, a defesa menos vazada, a sorte de Zagallo, a consagração da era Dunga e a má pontaria de Baggio.
1994 - Copa do Mundo dos Estados Unidos
Seleções participantes: 24
Alemanha | Arábia Saudita | Argentina | Bélgica | Bolívia | Brasil | Bulgária | Camarões | Colômbia | Coreia do Sul | Espanha | Estados Unidos | Grécia | Holanda | Irlanda | Itália | Marrocos | México | Nigéria | Noruega | Romênia | Rússia | Suécia | Suíça
Copa do mundo 1970
A Copa do México foi consagrada pela quantidade de craques (Pelé, Torres, Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivelino, Mazurkiewicz, Beckenbauer, Moore, Cubillas e Müller) e jogos antológicos como a goleada brasileira aplicada na Itália na decisão do tri.
Apenas as Copas de 70 e 90 tiveram nas quatro primeiras posições, quatro campeões mundiais. O curioso é que são consideradas a melhor e a pior Copa de todos os tempos.
Assim como em 2002, a seleção estava desacreditada e foi campeã vencendo todos os jogos. O presidente também pediu a convocação de seu jogador favorito. João Saldanha não deu o braço a torcer e foi substituído por Zagallo, que convocou Dadá e ficou com as glórias da conquista.
Alguns episódios das Copas do Mundo contribuem para a imagem da arrogância européia. Os ingleses criaram um mal-estar em 70 ao levar sua própria água para consumo no México. As cenas do público invadindo o campo e levando Pelé nas costas depois da final são memoráveis e esclarecedoras.
Para adequar às transmissões e dinamizar o esporte, a FIFA introduziu o uso dos cartões amarelo e vermelho, e as substituições por jogo já na Copa de 70.
1970 - Copa do Mundo do México
Seleções participantes: 16
Alemanha Ocidental | Bélgica | Brasil | Bulgária | El Salvador | Inglaterra | Itália | Israel | Marrocos | México | Peru | Romênia | Suécia | Tchecoslováquia | URSS | Uruguai
A Copa do México foi consagrada pela quantidade de craques (Pelé, Torres, Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivelino, Mazurkiewicz, Beckenbauer, Moore, Cubillas e Müller) e jogos antológicos como a goleada brasileira aplicada na Itália na decisão do tri.
Apenas as Copas de 70 e 90 tiveram nas quatro primeiras posições, quatro campeões mundiais. O curioso é que são consideradas a melhor e a pior Copa de todos os tempos.
Assim como em 2002, a seleção estava desacreditada e foi campeã vencendo todos os jogos. O presidente também pediu a convocação de seu jogador favorito. João Saldanha não deu o braço a torcer e foi substituído por Zagallo, que convocou Dadá e ficou com as glórias da conquista.
Alguns episódios das Copas do Mundo contribuem para a imagem da arrogância européia. Os ingleses criaram um mal-estar em 70 ao levar sua própria água para consumo no México. As cenas do público invadindo o campo e levando Pelé nas costas depois da final são memoráveis e esclarecedoras.
Para adequar às transmissões e dinamizar o esporte, a FIFA introduziu o uso dos cartões amarelo e vermelho, e as substituições por jogo já na Copa de 70.
1970 - Copa do Mundo do México
Seleções participantes: 16
Alemanha Ocidental | Bélgica | Brasil | Bulgária | El Salvador | Inglaterra | Itália | Israel | Marrocos | México | Peru | Romênia | Suécia | Tchecoslováquia | URSS | Uruguai
Copa do mundo 1962
As Copas do Mundo atravessaram as transformações políticas e culturais dos anos 60. O mundo vivia a divisão dos mega-blocos, Guerra Fria e do Vietnã, revoluções culturais, países latino-americanos sob a tutela de regimes militares.
Na Copa do Mundo do Chile em 1962, o Brasil conquistava o bi-campeonato ao vencer os tcheco-eslovacos na final. A estrela de Pelé não brilhou, machucado no primeiro jogo, mas o Brasil contou com Didi, Djalma e Nilton Santos, Vavá, Zito e... Garrincha, um dos artilheiros da competição e melhor jogador da Copa. Recusado por vários clubes até ser aceito e brilhar no Botafogo e na seleção. Com Garrincha, o escrita canarinho só perdeu uma vez em 60 jogos. Com Garrincha e Pelé, o Brasil não perdeu nenhum jogo.
Em 1962, Garrincha, craque da Copa, foi absolvido de uma expulsão participar da final. No dia anterior a disputa do título, um membro do conselho de arbitragem foi visto saindo de uma boate no Rio de Janeiro.
1962 - Copa do Mundo do Chile
Seleções participantes: 16
Argentina | Alemanha Ocidental | Brasil | Bulgária | Chile | Colômbia | Espanha | Hungria | Itália | Inglaterra | Iugoslávia | México | Suíça | Tchecoslováquia | URSS | Uruguai.
As Copas do Mundo atravessaram as transformações políticas e culturais dos anos 60. O mundo vivia a divisão dos mega-blocos, Guerra Fria e do Vietnã, revoluções culturais, países latino-americanos sob a tutela de regimes militares.
Na Copa do Mundo do Chile em 1962, o Brasil conquistava o bi-campeonato ao vencer os tcheco-eslovacos na final. A estrela de Pelé não brilhou, machucado no primeiro jogo, mas o Brasil contou com Didi, Djalma e Nilton Santos, Vavá, Zito e... Garrincha, um dos artilheiros da competição e melhor jogador da Copa. Recusado por vários clubes até ser aceito e brilhar no Botafogo e na seleção. Com Garrincha, o escrita canarinho só perdeu uma vez em 60 jogos. Com Garrincha e Pelé, o Brasil não perdeu nenhum jogo.
Em 1962, Garrincha, craque da Copa, foi absolvido de uma expulsão participar da final. No dia anterior a disputa do título, um membro do conselho de arbitragem foi visto saindo de uma boate no Rio de Janeiro.
1962 - Copa do Mundo do Chile
Seleções participantes: 16
Argentina | Alemanha Ocidental | Brasil | Bulgária | Chile | Colômbia | Espanha | Hungria | Itália | Inglaterra | Iugoslávia | México | Suíça | Tchecoslováquia | URSS | Uruguai.
Copa do mundo de 1958
A Copa da Suécia foi a primeira a ser televisionada. Mais de setenta países acompanharam o evento. Estádios e uma equipe competitiva foram construídos especialmente para a Copa da Suécia. De acordo com o revezamento a Copa de 1958 deveria ser feita na América do Sul, mas a FIFA decidiu manter na Europa mais uma Copa, sob protestos dos países sul-americanos.
53 países disputaram as eliminatórias e, pela primeira vez, seleções da Ásia e da África participaram do torneio classificatório. Nove seleções da Ásia e África disputaram uma vaga. A seleção de Israel quase se classifica para a Copa sem jogar um jogo. Turquia e Sudão se recusaram a jogar com a equipe de Israel e a Indonésia se recusou a jogar em solo israelense. Entretanto, uma regra determinava que nenhuma equipe pudesse se classificar sem ter jogado nenhum jogo. Um confronto direto intercontinental com Gales (segundo do Grupo 4 da UEFA) determinaria a equipe classificada. Gales venceu os dois jogos por 2 a 0 e o sonho de uma equipe da Ásia ou da África na Copa do Mundo foi adiado.
Poucos meses antes da Copa o avião que transportava diversos jogadores do Manchester United caiu em Munique. A Manchester United era base da seleção inglesa.
Desta vez a melhor equipe venceu. E finalmente a taça do mundo é do Brasil. Destacaram-se Didi, Garrincha e, sobretudo o jovem Pelé, o mais novo jogador a vencer uma Copa do Mundo com dezessete anos e oito meses quando o Brasil conquistou a Copa de 1958.
A mística camisa 10 de Pelé é fruto da desorganização. Os dirigentes não enviaram a numeração da camisa dos jogadores e coube a FIFA escolher e eternizar a camisa 10 para Pelé, reserva na ocasião.
A seleção brasileira de 1958 é considerada a melhor seleção nacional de todos os tempos por vários especialistas, superando inclusive o escrete canarinho de 1970. Nunca o Brasil perdeu um jogo quando estavam em campo Pelé e Garrincha. E eles, assim como Didi, Zagallo, Zito, Vavá e Djalma Santos fizeram a diferença para o Brasil superar o trauma de nunca ter vencido um torneio Mundial.
1958 - Copa do Mundo da Suécia
Seleções participantes: 16
Alemanha Ocidental | Argentina | Áustria | Brasil | Escócia | França | Gales | Hungria | Inglaterra | Irlanda do Norte | Iugoslávia | México | Paraguai | Suécia | Tchecoslováquia | URSS
A Copa da Suécia foi a primeira a ser televisionada. Mais de setenta países acompanharam o evento. Estádios e uma equipe competitiva foram construídos especialmente para a Copa da Suécia. De acordo com o revezamento a Copa de 1958 deveria ser feita na América do Sul, mas a FIFA decidiu manter na Europa mais uma Copa, sob protestos dos países sul-americanos.
53 países disputaram as eliminatórias e, pela primeira vez, seleções da Ásia e da África participaram do torneio classificatório. Nove seleções da Ásia e África disputaram uma vaga. A seleção de Israel quase se classifica para a Copa sem jogar um jogo. Turquia e Sudão se recusaram a jogar com a equipe de Israel e a Indonésia se recusou a jogar em solo israelense. Entretanto, uma regra determinava que nenhuma equipe pudesse se classificar sem ter jogado nenhum jogo. Um confronto direto intercontinental com Gales (segundo do Grupo 4 da UEFA) determinaria a equipe classificada. Gales venceu os dois jogos por 2 a 0 e o sonho de uma equipe da Ásia ou da África na Copa do Mundo foi adiado.
Poucos meses antes da Copa o avião que transportava diversos jogadores do Manchester United caiu em Munique. A Manchester United era base da seleção inglesa.
Desta vez a melhor equipe venceu. E finalmente a taça do mundo é do Brasil. Destacaram-se Didi, Garrincha e, sobretudo o jovem Pelé, o mais novo jogador a vencer uma Copa do Mundo com dezessete anos e oito meses quando o Brasil conquistou a Copa de 1958.
A mística camisa 10 de Pelé é fruto da desorganização. Os dirigentes não enviaram a numeração da camisa dos jogadores e coube a FIFA escolher e eternizar a camisa 10 para Pelé, reserva na ocasião.
A seleção brasileira de 1958 é considerada a melhor seleção nacional de todos os tempos por vários especialistas, superando inclusive o escrete canarinho de 1970. Nunca o Brasil perdeu um jogo quando estavam em campo Pelé e Garrincha. E eles, assim como Didi, Zagallo, Zito, Vavá e Djalma Santos fizeram a diferença para o Brasil superar o trauma de nunca ter vencido um torneio Mundial.
1958 - Copa do Mundo da Suécia
Seleções participantes: 16
Alemanha Ocidental | Argentina | Áustria | Brasil | Escócia | França | Gales | Hungria | Inglaterra | Irlanda do Norte | Iugoslávia | México | Paraguai | Suécia | Tchecoslováquia | URSS
1° Copa do Mundo

1°Copa do Mundo
A Copa do Mundo de Futebol da FIFA iniciou em 1928, quando Jules Rimet decidiu criar um torneio internacional. A primeira competição ocorreu em 1930, tendo a participação de 13 equipes convidadas. Com o crescimento da competição, hoje é necessário passar por uma etapa classificatória de dois anos de duração, que conta com a participação de aproximadamente duzentas seleções de países, para participar do campeonato.
A primeira partida internacional de futebol ocorreu em 1872 entre Inglaterra e Escócia. Nessa época, o futebol raramente era praticado fora do Reino Unido. O início da expansão do futebol internacional se deu com a criação da FIFA, em Maio de 1904, então formada por sete países do continente europeu. Com a crescente popularidade, o futebol participou dos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, 1904 e 1906 como um esporte de demonstração, sem direito à medalhas, sendo oficialmente introduzido nos Jogos Olímpicos de Verão de 1908.
Organizado pela Federação Inglesa de Futebol, o evento somente era disputado por atletas amadores e era considerada uma competição menor dentro dos Jogos Olímpicos. A seleção amadora da Inglaterra foi campeã em 1908 e 1912.
A FIFA tentou organizar um torneio entre seleções fora do contexto olímpico em 1906, na Suíça, mas a tentativa fracassou. Como os Jogos Olímpicos eram disputados somente por equipes amadoras, as competições envolvendo equipes profissionais começaram a aparecer. Em 1908, foi realizado em Turim, Itália, o Torneo Internazionale Stampa Sportiva e, no ano seguinte, Sir Thomas Lipton organizou o Troféu Sir Thomas Lipton, também realizado em Turim. Ambos os torneios foram disputados apenas por clubes, cada qual de um país diferente. Por não terem sido disputados por seleções, não são considerados antecessores diretos da Copa do Mundo, apesar do Troféu Sir Thomas Lipton ser citado algumas vezes como à primeira Copa do Mundo de Futebol, [1] sendo que o seu predecessor é quase sempre ignorado por ser menos conhecido.
Em 1914, a FIFA reconheceu as competições de futebol dos jogos olímpicos como campeonatos mundiais de futebol amador, [2] e passou a ficar responsável pela organização do evento. Isso possibilitou a oficialização do futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 1920, onde o torneio foi vencido pela Bélgica.[3] O Uruguai foi campeão em 1924 e 1928, ano em que a FIFA decidiu organizar seu próprio campeonato. Devido aos dois títulos olímpicos e à comemoração do centenário da independência, o Uruguai foi eleito sede da primeira Copa do Mundo.
A primeira Copa do Mundo Oficial
• Argentina
•
• Bélgica
•
• Bolívia
•
• Brasil
•
• Chile
•
• Estados Unidos
•
• França
•
• Iugoslávia
•
• México
•
• Paraguai
•
• Peru
•
• Romênia
•
• Uruguai
Países participantes da primeira Copa do Mundo FIFA
O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Verão de 1932 não queria incluir o futebol na competição, devido à sua baixa popularidade nos Estados Unidos. A FIFA e o Comitê Olímpico Internacional também divergiam a respeito da definição de "atleta amador" e, então, o futebol ficou fora dos jogos.
Então, o francês Jules Rimet criou a primeira Copa do Mundo, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA (abreviação de Federation International Football Association).
A competição foi realizada em 1930, no Uruguai, convidando um grupo de visionários administradores futebolísticos franceses, liderado na década de 1920 pelo inovador Jules Rimet, que teve a ideia original de juntar as melhores seleções de futebol do mundo para lutar pelo título de campeões mundiais. A taça de ouro original levou o nome de Jules Rimet e foi disputada três vezes nos anos de 1930, antes da Segunda Guerra Mundial interromper o campeonato por doze anos. Foram escolhidas treze seleções previamente selecionadas pela FIFA para participar do evento sem disputa de eliminatórias.
As treze equipes foram sete da América Latina (Uruguai, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Peru), quatro da Europa (Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia) e duas da América do Norte (México e Estados Unidos).
A escolha do Uruguai como sede constituía um obstáculo à participação de equipes europeias, devido a longa jornada através do Oceano Atlântico, à época realizada em navios. A Seleção Uruguaia sagrou-se campeã e pode ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Individualismo é um conceito político, moral e social que exprime a afirmação e a liberdade do indivíduo frente a um grupo, à sociedade e ao estado. Individualismo Outro conceito é: "O Homem do renascimento passou a apoiar a competição e a denselvolver uma crença baseada em que o homem tudo poderia, desde que tivesse vontade, talento e capacidade de ação individual." O individualismo, em princípio, opõe-se a toda forma de autoridade ou controle sobre os indivíduos e coloca-se em oposição ao coletivismo, no que concerne à propriedade. O individualista pode permanecer dentro da sociedade e de organizações que tenham o indivíduo como valor básico - embora as organizações e as sociedades, contraditoriamente, carreguem outros valores, não necessariamente individualistas, o que cria um estado de permanente tensão entre o indivíduo e essas instâncias de vida social.
Segundo Sartre, mesmo dentro do maior constrangimento - político, econômico, educacional ou outro -, existe um espaço, maior ou menor, para o exercício da liberdade individual, o que faz com que as pessoas possam se distinguir uma das outras, através das suas escolhas.
O exercício da liberdade individual implica escolhas, que, nas sociedades contemporâneas, frequentemente estão associadas a um determinado projeto. Indivíduos desenvolvem seus projetos dentro de um campo de possibilidades e dado um certo repertório sociocultural - que inclui ideologias, visões de mundo e experiências de classe, grupos, ethos, dimensões nas quais o indivíduo se insere.
Nas sociedades contemporâneas, uma vez que o indivíduo se constitui na relação com o outro e em função de várias experiências e papéis sociais, participando de vários mundos, a sua personalidade não é um monólito: o indivíduo não é um, mas muitos, em função de suas circunstâncias. Uma primeira dificuldade do individualismo seria, portanto, a de definir o indivíduo, destacando-o da esfera do coletivo - que, de certa forma, o constitui e lhe dá sentido.
História
No Medievo, o indivíduo é visto somente como parte do coletivo, não destacável do todo social. Em Santo Agostinho, o ser humano é social por natureza ou essência, e individual por corrupção originária (De Civita te Dei XII 28). A sua salvação como indivíduo é inseparável do destino dos seus semelhantes e, por isso, há uma naturalidade na esfera do social e do político, que é o próprio indicador da humanização.
Averróis considerava a sociedade como o melhor instrumento para a perfeição do indivíduo: "É impossível alcançar a perfeição humana integral se não se manifestarem as diferenças individuais existentes nas pessoas concretas de um povo a cujas distintas disposições naturais correspondem as diferenças das suas respectivas perfeições. Se cada sujeito concreto estivesse preparado potencialmente para todas as perfeições humanas a natureza teria feito algo em vão.
É possível identificar as questões da liberdade e da autonomia, fundamentais para a emergência do individualismo, já no humanismo renascentista e, mais claramente, no racionalismo e no iluminismo, quando se estabelece a diferenciação entre o indivíduo pré-moderno, orientado por uma ordem transcendente, religiosa, e o indivíduo moderno, orientado, sobretudo pela razão e pela vontade.
A idéia do homem como centro do universo, que usufrui de autonomia do espírito, liberdade da razão e exercício da vontade, é central na passagem do mundo medieval ao mundo moderno - cujo marco é a Revolução Francesa - e torna possível a afirmação do indivíduo como princípio e como valor.
Assim, o individualismo remonta ao contrato social e às origens do pensamento democrático, com Hobbes, Locke e Rousseau e a rejeição do poder político legitimado pelo direito de dinástica herança ou pela vontade divina. Consolida-se assim a concepção de indivíduo como um ser une livre e responsável por seus próprios atos - o cidadão moderno, célula mínima do Estado democrático, que lhe garante contratualmente direitos e deveres.
Alguns autores destacam, no entanto o individualismo moral e político presente na Reformam luterana como a marca distintiva da modernidade - considerando a Reforma como até mais importante, neste sentido, do que o contratualismo.
Posteriormente, o Romantismo também será fundamental na constituição do individualismo moderno, que tanto reúne traços iluministas quanto românticos. Segundo Simmel há duas revoluções individualistas na história do Ocidente, que resultam em dois tipos de individualismo: a primeira revolução individualista teria sido uma revolução quantitativa ou numérica (de singleness), fruto do iluminismo, visando o homem em sua universalidade, o que corresponde à concepção do indivíduo como um cidadão livre e autônomo, destacado do todo social. A instauração do individualismo de singleness tem como marco a Revolução Francesa, quando se consolidam os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade. Já a segunda revolução individualista, promovida por meio do ideário romântico do século XIX, corresponde, segundo o autor, ao individualismo de uniqueness, e diz respeito à dimensão de excepcional idade e singularidade do indivíduo moderno. O que importava agora não era mais ser um indivíduo livre como tal, mas ser um indivíduo singular e insubstituível.
Segundo Sartre, mesmo dentro do maior constrangimento - político, econômico, educacional ou outro -, existe um espaço, maior ou menor, para o exercício da liberdade individual, o que faz com que as pessoas possam se distinguir uma das outras, através das suas escolhas.
O exercício da liberdade individual implica escolhas, que, nas sociedades contemporâneas, frequentemente estão associadas a um determinado projeto. Indivíduos desenvolvem seus projetos dentro de um campo de possibilidades e dado um certo repertório sociocultural - que inclui ideologias, visões de mundo e experiências de classe, grupos, ethos, dimensões nas quais o indivíduo se insere.
Nas sociedades contemporâneas, uma vez que o indivíduo se constitui na relação com o outro e em função de várias experiências e papéis sociais, participando de vários mundos, a sua personalidade não é um monólito: o indivíduo não é um, mas muitos, em função de suas circunstâncias. Uma primeira dificuldade do individualismo seria, portanto, a de definir o indivíduo, destacando-o da esfera do coletivo - que, de certa forma, o constitui e lhe dá sentido.
História
No Medievo, o indivíduo é visto somente como parte do coletivo, não destacável do todo social. Em Santo Agostinho, o ser humano é social por natureza ou essência, e individual por corrupção originária (De Civita te Dei XII 28). A sua salvação como indivíduo é inseparável do destino dos seus semelhantes e, por isso, há uma naturalidade na esfera do social e do político, que é o próprio indicador da humanização.
Averróis considerava a sociedade como o melhor instrumento para a perfeição do indivíduo: "É impossível alcançar a perfeição humana integral se não se manifestarem as diferenças individuais existentes nas pessoas concretas de um povo a cujas distintas disposições naturais correspondem as diferenças das suas respectivas perfeições. Se cada sujeito concreto estivesse preparado potencialmente para todas as perfeições humanas a natureza teria feito algo em vão.
É possível identificar as questões da liberdade e da autonomia, fundamentais para a emergência do individualismo, já no humanismo renascentista e, mais claramente, no racionalismo e no iluminismo, quando se estabelece a diferenciação entre o indivíduo pré-moderno, orientado por uma ordem transcendente, religiosa, e o indivíduo moderno, orientado, sobretudo pela razão e pela vontade.
A idéia do homem como centro do universo, que usufrui de autonomia do espírito, liberdade da razão e exercício da vontade, é central na passagem do mundo medieval ao mundo moderno - cujo marco é a Revolução Francesa - e torna possível a afirmação do indivíduo como princípio e como valor.
Assim, o individualismo remonta ao contrato social e às origens do pensamento democrático, com Hobbes, Locke e Rousseau e a rejeição do poder político legitimado pelo direito de dinástica herança ou pela vontade divina. Consolida-se assim a concepção de indivíduo como um ser une livre e responsável por seus próprios atos - o cidadão moderno, célula mínima do Estado democrático, que lhe garante contratualmente direitos e deveres.
Alguns autores destacam, no entanto o individualismo moral e político presente na Reformam luterana como a marca distintiva da modernidade - considerando a Reforma como até mais importante, neste sentido, do que o contratualismo.
Posteriormente, o Romantismo também será fundamental na constituição do individualismo moderno, que tanto reúne traços iluministas quanto românticos. Segundo Simmel há duas revoluções individualistas na história do Ocidente, que resultam em dois tipos de individualismo: a primeira revolução individualista teria sido uma revolução quantitativa ou numérica (de singleness), fruto do iluminismo, visando o homem em sua universalidade, o que corresponde à concepção do indivíduo como um cidadão livre e autônomo, destacado do todo social. A instauração do individualismo de singleness tem como marco a Revolução Francesa, quando se consolidam os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade. Já a segunda revolução individualista, promovida por meio do ideário romântico do século XIX, corresponde, segundo o autor, ao individualismo de uniqueness, e diz respeito à dimensão de excepcional idade e singularidade do indivíduo moderno. O que importava agora não era mais ser um indivíduo livre como tal, mas ser um indivíduo singular e insubstituível.
quarta-feira, 3 de março de 2010

Fiesc
26/10/2009 13:14:37
Ex-acadêmica da FIESC tem participação em livro lançado no V Congresso de Educação
Graduada em Letras pela FIESC, Eliziane de Paula S. Barbosa é uma das autoras do livro Pesquisa e Ensino da Língua Inglesa Materna e Literatura: Diálogo entre formador e professor foi lançado na noite do dia 23, durante o V congresso de Educação da FIESC. Três capítulos do livro foram escritos pela ex-acadêmica da FIESC, que esteve no V Congresso de Educação falando sobre este trabalho.
Eliziane Barbosa durante sua apresentação recomendou o livro para todos os estudantes e deixou um recado para os professores “recomendem esse livro para seus alunos, pois vai ajudar muito nos trabalhos de pesquisa”. Para ela é motivo de orgulho participar da criação da obra.
A professora mestre assistente da Universidade Federal do Tocantins, Kátia Cristina Brito que também foi autora do primeiro capítulo do livro, contou aos participantes do congresso que esse exemplar é o primeiro livro de mestrado da área de humanas, no estado do Tocantins. “Esse livro foi uma discussão de diversos professores, não tínhamos recursos, mas muita vontade de concretizar esse sonho” e lembrou ainda o quanto foi fundamental que o Mercado das Letras acreditasse no projeto e publicasse o livro.
O Livrro
Pesquisa e Ensino da Língua Inglesa Materna e Literatura: Diálogo entre formador e professor é uma organização de Wagner Rodrigues Silva e Lívia Chaves de Melo em co-edição com a Universidade Federal do Tocantins. Um trabalho investigativo que tem a participação de diversos autores que apresentam questões instigantes que envolvem planejamento, avaliação, materiais didático, prática de leitura, escrita e análise lingüística.
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Raça versus etnia
Etnia
Uma etnia ou um grupo étnico é, no sentido mais amplo, uma comunidade humana definida por afinidades linguísticas e culturais e semelhanças genéticas. Estas comunidades geralmente reivindicam para si uma estrutura social, política e um território.
Embora não possam ser considerados como iguais, o conceito de raça é associado ao de etnia. A diferença reside no fato de que etnia também compreende os fatores culturais, como a nacionalidade, a afiliação tribal, a Religião, a língua e as tradições, enquanto raça compreende apenas os fatores morfológicos, como cor de pele, constituição física, estatura, traço facial, etc.
Fatores de Classificação:
• Língua
A língua tem sido muitas vezes utilizada como fator primário de classificação dos grupos étnicos, embora sem dúvida não isenta de manipulação política ou erro. É preciso destacar também que existe grande número de línguas multi-étnicas e determinadas etnias são multi-língues.
• Cultura
A delimitação cultural de um grupo étnico, com respeito aos grupos culturais de fronteira, se faz dificultosa para o etnólogo, em especial no tocante a grupos humanos altamente comunicados com seus grupos vizinhos. Elie Kedourie é talvez o autor que mais tenha aprofundado a análise das diferenças entre etnias e culturas.
Geralmente se percebe que os grupos étnicos compartilham uma origem comum, e exibem uma continuidade no tempo, apresentam uma noção de história em comum e projetam um futuro como povo. Isto se alcança através da transmissão de geração em geração de uma linguagem comum, de valores, tradições e, em vários casos, instituições.
Embora em várias culturas se mesclem os fatores étnicos e os políticos, não é imprescindível que um grupo étnico conte com instituições próprias de governo para ser considerado como tal. A soberania portanto não é definidora da etnia, mas se admite a necessidade de uma certa projeção social comum.
Grupo étnico
Um grupo étnico é um grupo de pessoas que se identificam umas com as outras, ou são identificadas como tal por terceiros, com base em semelhanças culturais ou biológicas, ou ambas, reais ou presumidas. Tal como os conceitos de raça e nação, o de etnicidade desenvolveu-se no contexto da expansão colonial europeia, quando o mercantilismo e o capitalismo promoviam movimentações globais de populações ao mesmo tempo que as fronteiras dos estados eram definidas mais clara e rigidamente. No século XIX, os estados modernos, em geral, procuravam legitimidade reclamando a representação de nações. No entanto, os estados-nação incluem sempre populações indígenas que foram excluídas do projecto de construção da nação, ou recrutam trabalhadores do exterior das suas fronteiras. Estas pessoas constituem tipicamente grupos étnicos. Consequentemente, os membros de grupos étnicos costumam conceber a sua identidade como algo que está fora da história do estado-nação – quer como alternativa histórica, quer em termos não-históricos, quer em termos de uma ligação a outro estado-nação. Esta identidade expressa-se muitas vezes através de "tradições" variadas que, embora sejam frequentemente invenções recentes, apelam a uma certa noção de passado.
Etnia
Uma etnia ou um grupo étnico é, no sentido mais amplo, uma comunidade humana definida por afinidades linguísticas e culturais e semelhanças genéticas. Estas comunidades geralmente reivindicam para si uma estrutura social, política e um território.
Embora não possam ser considerados como iguais, o conceito de raça é associado ao de etnia. A diferença reside no fato de que etnia também compreende os fatores culturais, como a nacionalidade, a afiliação tribal, a Religião, a língua e as tradições, enquanto raça compreende apenas os fatores morfológicos, como cor de pele, constituição física, estatura, traço facial, etc.
Fatores de Classificação:
• Língua
A língua tem sido muitas vezes utilizada como fator primário de classificação dos grupos étnicos, embora sem dúvida não isenta de manipulação política ou erro. É preciso destacar também que existe grande número de línguas multi-étnicas e determinadas etnias são multi-língues.
• Cultura
A delimitação cultural de um grupo étnico, com respeito aos grupos culturais de fronteira, se faz dificultosa para o etnólogo, em especial no tocante a grupos humanos altamente comunicados com seus grupos vizinhos. Elie Kedourie é talvez o autor que mais tenha aprofundado a análise das diferenças entre etnias e culturas.
Geralmente se percebe que os grupos étnicos compartilham uma origem comum, e exibem uma continuidade no tempo, apresentam uma noção de história em comum e projetam um futuro como povo. Isto se alcança através da transmissão de geração em geração de uma linguagem comum, de valores, tradições e, em vários casos, instituições.
Embora em várias culturas se mesclem os fatores étnicos e os políticos, não é imprescindível que um grupo étnico conte com instituições próprias de governo para ser considerado como tal. A soberania portanto não é definidora da etnia, mas se admite a necessidade de uma certa projeção social comum.
Grupo étnico
Um grupo étnico é um grupo de pessoas que se identificam umas com as outras, ou são identificadas como tal por terceiros, com base em semelhanças culturais ou biológicas, ou ambas, reais ou presumidas. Tal como os conceitos de raça e nação, o de etnicidade desenvolveu-se no contexto da expansão colonial europeia, quando o mercantilismo e o capitalismo promoviam movimentações globais de populações ao mesmo tempo que as fronteiras dos estados eram definidas mais clara e rigidamente. No século XIX, os estados modernos, em geral, procuravam legitimidade reclamando a representação de nações. No entanto, os estados-nação incluem sempre populações indígenas que foram excluídas do projecto de construção da nação, ou recrutam trabalhadores do exterior das suas fronteiras. Estas pessoas constituem tipicamente grupos étnicos. Consequentemente, os membros de grupos étnicos costumam conceber a sua identidade como algo que está fora da história do estado-nação – quer como alternativa histórica, quer em termos não-históricos, quer em termos de uma ligação a outro estado-nação. Esta identidade expressa-se muitas vezes através de "tradições" variadas que, embora sejam frequentemente invenções recentes, apelam a uma certa noção de passado.
Raça
A raça é um conceito usado vulgarmente para categorizar diferentes populações de uma espécie biológica por suas características feno típicas (ou físicas); é comum falar-se das raças de cães ou de outros animais.
A antropologia, entre os séculos XVII e XX, usou igualmente várias classificações de grupos humanos no que é conhecido como "raças humanas" mas, desde que se utilizaram os métodos genéticos para estudar populações humanas, essas classificações e o próprio conceito de "raças humanas" deixaram de ser utilizados.Um conceito alternativo é a "etnia".
• Raças humanas
A definição de raças humanas é principalmente uma classificação de ordem social, onde a cor da pele e origem social ganham, graças a uma cultura racista, sentidos, valores e significados distintos. As diferenças mais comuns referem-se à cor de pele, tipo de cabelo, conformação facial e cranial, ancestralidade e, em algumas culturas, genética. O conceito de raça humana não se confunde com o de sub-espécie e com o de variedade, aplicados a outros seres vivos que não o homem(embora humanos e animais estejam exatamente sobre o mesmo tipo de seleção genética, apesar das pomposas fachadas pseudo-civilizatórias). Por seu caráter controverso (seu impacto na identidade social e política), o conceito de raça é questionado por alguns estudiosos como constructo social; entre os biológos, é um conceito com certo descrédito por não se conformar a normas taxonômicas aceites.
• Raça em biologia
Os zoólogos geralmente consideram a raça um sinónimo das subespécies, caracterizada pela comprovada existência de linhagens distintas dentro das espécies, portanto, para a delimitação de subespécies ou raças a diferenciação genética é uma condição essencial, ainda que não suficiente. Na espécie Homo sapiens - a espécie humana - a variabilidade genética representa 3 a 5% da variabilidade total, nos sub-grupos continentais, o que caracteriza, definitivamente, a ausência de diferenciação genética. Portanto, inexistem raças humanas do ponto de vista biopolítico matematicamente convencionado pela maioria. No "Código Internacional de Nomenclatura Zoológica" (4ª edição, 2000) não existe nenhuma norma para considerar categorias sistemáticas abaixo da subespécie.
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